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Entrevista com o ledor Sérgio Grell
Autor: Lucas Borba
Data: 09/05/2018

Este é o começo de uma série de entrevistas esporádicas com ledores da Fundação Dorina. Nosso primeiro entrevistado é o ledor Sérgio Grell. Ele nos contou sobre o seu contato precoce com a literatura e um pouco da sua trajetória profissional até chegar ao time de ledores da Fundação Dorina. Confira!

 

Lucas Borba: Grell, como foi seu contato inicial com a literatura?

Sérgio Grell: Foi um contato intenso, desde a infância. Aprendi a ler com os gibis quando tinha cinco ou seis anos de idade, meu irmão mais velho me ensinava. Até hoje, sou fã de história em quadrinhos. Tínhamos muitos livros em casa, coleção completa de Monteiro Lobato, livros espíritas de montão, coleção da Barsa, Delta Junior... Éramos oito irmãos e líamos muito, assim como nossos pais.

LB: Você atribui algum papel desse ambiente familiar na sua vida profissional?

SG: Sim. Os gibis, por exemplo, despertaram meu apreço pela ilustração. Passei a criar histórias em quadrinhos e, aos 15 anos, consegui uma editora que começou a publicá-las. Não demorou muito e eu estava ilustrando para mais editoras. Já mais velho, comecei a ilustrar na TV Cultura, tanto ao vivo quanto desenho animado, até que recebi um convite para assumir a função de animador em uma produtora e aceitei. Mais adiante, ainda aos 20 e poucos anos, iniciei a carreira de publicitário na Almap, na época, a maior agência de publicidade do Brasil. Atuei 40 anos como publicitário.

LB: Como você passou de publicitário a ledor na Fundação Dorina?

SG: Tentei abrir uma agência própria, mas acabou não dando certo. Então, montei um estúdio em casa e comecei a atender um número menor de clientes. Por isso, me sobrava tempo. Foi assim que bati na porta da Fundação e me ofereci para trabalhar como voluntário. A Tereza França de Oliveira, que atendia o voluntariado na época, disse que estavam precisando de um ledor e eu topei. Comecei lendo em casa. Depois, pediram que eu fosse para o estúdio. Entre o início desse trabalho voluntário e hoje como colaborador da Fundação Dorina, já se passaram 10 anos. Divido meu tempo entre a Fundação Dorina e o trabalho em casa. Até hoje, quando estou lendo, busco inspiração no locutor Ferreira Martins. Para mim, ele é uma referência.

LB: Como você define a sua relação com a Fundação Dorina enquanto ledor durante todo esse tempo?

SG: Gratificante. Tento fazer meu trabalho da melhor forma possível e sempre que recebo um retorno dos ouvintes fico muito feliz. Além disso, é um trabalho enriquecedor, já que tenho a oportunidade de ler obras que, em outras circunstâncias, eu acabaria não lendo e isso abre a nossa mente.

LB: Para encerrar, teria alguma obra que você gravou que foi particularmente marcante e você gostaria de indicar aos nossos leitores?

SG: Tive a oportunidade de ler uma coletânea intitulada: “125 Contos de Guy de Maupassant”, um escritor francês do século XIX. Sempre recomendo.

 

Lucas Borba é jornalista e colaborador da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Autor do romance “O pássaro Refletól”, é o criador, produtor e editor do Canal Câmera Cega, voltado à cultura pop – com ênfase no audiovisual – e ao ativismo pela acessibilidade comunicacional destinada a esse universo.

 

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